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Hotéis Guarda - Sobre Guarda Nota: Para outros significados de Guarda, ver Guarda (desambiguação).
O concelho da Guarda tem 717,88 km² de área e 44 264 habitantes (2006) , subdividido em 55 freguesias. O município é limitado a nordeste pelo município de Pinhel, a leste por Almeida, a sueste pelo Sabugal, a sul por Belmonte e pela Covilhã, a oeste por Manteigas e por Gouveia e a noroeste por Celorico da Beira. Faz parte da Comunidade Urbana das Beiras - ComUrb das Beiras - da qual é capital .
Possui acessos rodoviários importantes como a A25 (considerada a segunda via mais importante de Portugal) que liga Aveiro à fronteira dando ligação directa a Madrid, a A23 que liga a Guarda a Torres Novas bem como o IP2 (em fase de construção) que ligará Guarda a Bragança. A nível Ferroviário, a Cidade da Guarda possui a Linha da Beira Baixa (em mau estado devido ao desinvestimento por parte da CP) e a linha da Beira alta, que se encontra completamente electrificada permitindo a circulação de comboios regionais, nacionais e Internacionais.
É conhecida como a cidade dos 5 F's. São eles os de Forte, Farta, Fria, Fiel e Formosa. A explicação destes efes tão adaptados posteriormente a outras cidades é simples:
1. Forte: a torre do castelo, as muralhas e a posição geográfica demonstram a sua força;
2. Farta: devido à riqueza do vale do Mondego;
3. Fria: a proximidade à Serra da Estrela explica este F;
4. Fiel: porque Álvaro Gil Cabral – que foi Alcaide-Mor do Castelo da Guarda e trisavô de Pedro Alvares Cabral – recusou entregar as chaves da cidade ao Rei de Castela durante a crise de 1383-85. Teve ainda Fôlego para combater na batalha de Aljubarrota e tomar assento nas Cortes de 1385 onde elegeu o Mestre de Avis (D. João I) como Rei;
5. Formosa: pela sua natural beleza.
Ainda relativamente ao 4º "F" da Cidade, é sintomática a Gárgula voltada em direcção a nascente (ao encontro de Espanha) : um traseiro, em claro tom de desafio e desprezo. É comum ver turistas procurando essa Gárgula específica, recentemente apelidada de "Fiel".
O ar, historicamente reconhecido pela salubridade e pureza, foi distinguido pela Federação Europeia de Bioclimatismo em 2002, que atribuiu à Guarda o título de primeira "Cidade Bioclimática Ibérica".
Nos primeiros séculos da romanização da Península Ibérica habitavam a região da Guarda povos lusitanos. Entre os quais os Igaeditani e os Lancienses Oppidani. Durante muito tempo os historiadores julgaram que a civitas Igaeditanorum (Egitânia) se localizava na Guarda mas mais recentemente chegou-se à certeza que tal localização era em Idanha-a-Velha. Daqui que o gentílico de egitanienses se enraizou. No entanto, se a Guarda não tivera sido Egitânia, teria sido o que então Confinando com os terrenos dos Igaeditania, a norte estavam os dos Lancienses Oppidani cuja capital, a civitas Lancia Oppidana, foi referida a curta distância da actual localização da Guarda. Esta teoria foi defendida acerrimamente pelo General João de Almeida (influente militar português, herói das campanhas de África, natural da Guarda), o que levou alguns críticos a menosprezá-la, no entanto, todas as pesquisas seguintes indicam a sua veracidade. Já o nome de Guarda terá sido uma derivação de um castro sobranceiro ao Rio Mondego, o Castro de Tintinolho, identificada como a Ward visigótica.
Guarda é a cidade mais alta de Portugal, quanto à altitude da área urbana do município, com altura média de 1.056 metros.
O clima da cidade é temperado, com relativa influência mediterrânea, visto que no verão há uma curta estação seca. Os meses mais quentes são Julho e Agosto, com temperatura média de 17°C, e o mês mais frio é Janeiro, com média de 3°C. O mês mais chuvoso é Janeiro, com pluviosidade média de 241mm, e o mês mais seco é Agosto, com média de escassos 15mm. A temperatura média anual é de 10°C e a pluviosidade média anual é de 1.713mm. É considerada uma das cidades mais frias de Portugal, chegando a experimentar alguns dias do ano com precipitações de neve.
As freguesias da Guarda são as seguintes:
Até 1 de Janeiro de 2002, fazia também parte do município a freguesia do Vale de Amoreira, a qual entretanto foi transferida para o vizinho concelho de Manteigas.
A cidade tem vários monumentos arquitectónicos, na sua maioria situados no centro histórico:
No centro histórico da Guarda encontram-se vários edifícios com marcas mágico-religiosas: um estudo de Novembro de 2006, editado pela Sociedade Pólis Guarda e pela autarquia local, identifica 48 marcas cruciformes em edifícios da zona da Judiaria.
Encontram-se classificadas como árvores de interesse nacional:
Mais património Natural da Região:
O Concelho encontra-se parcialmente inserido no Parque Natural da Serra da Estrela
Durante muitos anos, o principal clube desportivo da cidade, com notório ecletismo, foi a Associação Desportiva da Guarda que entretanto se extinguiu. Em seu lugar apareceu o clube Guarda Desportiva Futebol Clube, que se dedicou apenas ao futebol, no entanto não conseguiu afirmar-se nem em termos desportivos nem em popularidade, sofrendo sucessivas crises directivas. Outros clubes que se têm destacado neste desporto são o Mileu-Guarda Sport Clube e o NDS (Núcleo Desportivo e Social), este sobretudo nas camadas jovens. Clubes que se têm destacado fora do âmbito do futebol são o Clube de Montanhismo da Guarda, e o Centro de Desporto e Cultura do Pinheiro no atletismo.
A cidade tem ainda diversas associações culturais e recreativas, dentre as quais, a Associação de Desenvolvimento Carapito S. Salvador.
A Cidade da Guarda é constituída pelas freguesias urbanas da Sé, São Vicente e São Miguel.
A cidade da Guarda está geminada com cinco cidades:
O Concelho é servido por uma boa rede viária:
Na Guarda passam ainda as seguintes linhas ferroviárias:
No Concelho existe a barragem do Caldeirão, importante infra-estrutura para o abastecimento de água e produção de energia. A barragem foi também feita com o intuito de ser um pólo de atracção turística.
Antes do 25 de Abril, a grande maioria do concelho habitava em aldeias e vivia da agricultura de subsistência. Com a democracia, começou a haver uma deslocalização dos meios rurais para a cidade e as pessoas começaram a trabalhar no sector dos serviços e da indústria. Houve grandes fábricas, como a Renault e a Gartêxtil, ambas já desaparecidas. Actualmente, as principais empregadoras são a Delphi, a Gelgurte e a Coficab.
O turismo é também uma aposta da Guarda. Actualmente, o concelho tem vários hotéis que aproveitam a proximidade com a Serra da Estrela. A gastronomia do concelho é muito diversificada, com destaque para o Caldo de Grão, Bacalhau à Lagareiro, o Cabrito Assado e o Arroz Doce.
A boa situação geográfica do concelho e as boas acessibilidades fazem da Guarda um excelente local para o armazenamento e transporte de mercadorias de Portugal para o resto da Europa (e vice-versa), nesse sentido entidades privadas em conjunto com a Câmara Municipal criaram a Plataforma Logística de Iniciativa Empresarial (PLIE) que é uma plataforma transfronteiriça que procura dinamizar a economia regional e a captação de fluxos e investimentos industriais.
Após o 25 de Abril, o executivo municipal foi sempre liderado pelo Partido Socialista. Eis os presidentes da câmara no período democrático:
Nota linguística: Alguns autores acham que o gentílico da Guarda não é guardenses, mas egitanienses. A palavra deriva de Egitânia, o nome latino de Idanha, e tem a ver com o facto de a diocese da Idanha (actualmente a pequena aldeia de Idanha-a-Velha, concelho de Idanha-a-Nova), ter sido transferido para a Guarda. Apesar deste facto, os naturais da Guarda gostam de ser chamados de guardenses, tendo o termo egitaniense vindo a perder adeptos ao longo do tempo.
O concelho da Guarda foi o berço de várias personalidades, entre as quais:
A Guarda ao longo dos tempos foi acolhendo individualidades que pela sua relevância e ligação à Cidade perduram na alma Guardense.
Na Guarda existem vários estabelecimentos de ensino, entre os quais:
Nota: Para outros significados de Guarda, ver guarda (desambiguação).
O concelho da guarda tem 717,88 km² de área e 44 264 habitantes (2006) , subdividido em 55 freguesias. O município é limitado a nordeste pelo município de Pinhel, a leste por Almeida, a sueste pelo Sabugal, a sul por Belmonte e pela Covilhã, a oeste por Manteigas e por Gouveia e a noroeste por Celorico da Beira. Faz parte da Comunidade Urbana das Beiras - ComUrb das Beiras - da qual é capital .
Possui acessos rodoviários importantes como a A25 (considerada a segunda via mais importante de Portugal) que liga Aveiro à fronteira dando ligação directa a Madrid, a A23 que liga a Guarda a Torres Novas bem como o IP2 (em fase de construção) que ligará guarda a Bragança. A nível Ferroviário, a Cidade da Guarda possui a Linha da Beira Baixa (em mau estado devido ao desinvestimento por parte da CP) e a linha da Beira alta, que se encontra completamente electrificada permitindo a circulação de comboios regionais, nacionais e Internacionais.
É conhecida como a cidade dos 5 F's. São eles os de Forte, Farta, Fria, Fiel e Formosa. A explicação destes efes tão adaptados posteriormente a outras cidades é simples:
1. Forte: a torre do castelo, as muralhas e a posição geográfica demonstram a sua força;
2. Farta: devido à riqueza do vale do Mondego;
3. Fria: a proximidade à Serra da Estrela explica este F;
4. Fiel: porque Álvaro Gil Cabral – que foi Alcaide-Mor do Castelo da Guarda e trisavô de Pedro Alvares Cabral – recusou entregar as chaves da cidade ao Rei de Castela durante a crise de 1383-85. Teve ainda Fôlego para combater na batalha de Aljubarrota e tomar assento nas Cortes de 1385 onde elegeu o Mestre de Avis (D. João I) como Rei;
5. Formosa: pela sua natural beleza.
Ainda relativamente ao 4º "F" da Cidade, é sintomática a Gárgula voltada em direcção a nascente (ao encontro de Espanha) : um traseiro, em claro tom de desafio e desprezo. É comum ver turistas procurando essa Gárgula específica, recentemente apelidada de "Fiel".
O ar, historicamente reconhecido pela salubridade e pureza, foi distinguido pela Federação Europeia de Bioclimatismo em 2002, que atribuiu à guarda o título de primeira "Cidade Bioclimática Ibérica".
Nos primeiros séculos da romanização da Península Ibérica habitavam a região da guarda povos lusitanos. Entre os quais os Igaeditani e os Lancienses Oppidani. Durante muito tempo os historiadores julgaram que a civitas Igaeditanorum (Egitânia) se localizava na Guarda mas mais recentemente chegou-se à certeza que tal localização era em Idanha-a-Velha. Daqui que o gentílico de egitanienses se enraizou. No entanto, se a Guarda não tivera sido Egitânia, teria sido o que então Confinando com os terrenos dos Igaeditania, a norte estavam os dos Lancienses Oppidani cuja capital, a civitas Lancia Oppidana, foi referida a curta distância da actual localização da guarda. Esta teoria foi defendida acerrimamente pelo General João de Almeida (influente militar português, herói das campanhas de África, natural da Guarda), o que levou alguns críticos a menosprezá-la, no entanto, todas as pesquisas seguintes indicam a sua veracidade. Já o nome de guarda terá sido uma derivação de um castro sobranceiro ao Rio Mondego, o Castro de Tintinolho, identificada como a Ward visigótica.
guarda é a cidade mais alta de Portugal, quanto à altitude da área urbana do município, com altura média de 1.056 metros.
O clima da cidade é temperado, com relativa influência mediterrânea, visto que no verão há uma curta estação seca. Os meses mais quentes são Julho e Agosto, com temperatura média de 17°C, e o mês mais frio é Janeiro, com média de 3°C. O mês mais chuvoso é Janeiro, com pluviosidade média de 241mm, e o mês mais seco é Agosto, com média de escassos 15mm. A temperatura média anual é de 10°C e a pluviosidade média anual é de 1.713mm. É considerada uma das cidades mais frias de Portugal, chegando a experimentar alguns dias do ano com precipitações de neve.
As freguesias da Guarda são as seguintes:
Até 1 de Janeiro de 2002, fazia também parte do município a freguesia do Vale de Amoreira, a qual entretanto foi transferida para o vizinho concelho de Manteigas.
A cidade tem vários monumentos arquitectónicos, na sua maioria situados no centro histórico:
No centro histórico da guarda encontram-se vários edifícios com marcas mágico-religiosas: um estudo de Novembro de 2006, editado pela Sociedade Pólis guarda e pela autarquia local, identifica 48 marcas cruciformes em edifícios da zona da Judiaria.
Encontram-se classificadas como árvores de interesse nacional:
Mais património Natural da Região:
O Concelho encontra-se parcialmente inserido no Parque Natural da Serra da Estrela
Durante muitos anos, o principal clube desportivo da cidade, com notório ecletismo, foi a Associação Desportiva da Guarda que entretanto se extinguiu. Em seu lugar apareceu o clube guarda Desportiva Futebol Clube, que se dedicou apenas ao futebol, no entanto não conseguiu afirmar-se nem em termos desportivos nem em popularidade, sofrendo sucessivas crises directivas. Outros clubes que se têm destacado neste desporto são o Mileu-Guarda Sport Clube e o NDS (Núcleo Desportivo e Social), este sobretudo nas camadas jovens. Clubes que se têm destacado fora do âmbito do futebol são o Clube de Montanhismo da Guarda, e o Centro de Desporto e Cultura do Pinheiro no atletismo.
A cidade tem ainda diversas associações culturais e recreativas, dentre as quais, a Associação de Desenvolvimento Carapito S. Salvador.
A Cidade da guarda é constituída pelas freguesias urbanas da Sé, São Vicente e São Miguel.
A cidade da guarda está geminada com cinco cidades:
O Concelho é servido por uma boa rede viária:
Na Guarda passam ainda as seguintes linhas ferroviárias:
No Concelho existe a barragem do Caldeirão, importante infra-estrutura para o abastecimento de água e produção de energia. A barragem foi também feita com o intuito de ser um pólo de atracção turística.
Antes do 25 de Abril, a grande maioria do concelho habitava em aldeias e vivia da agricultura de subsistência. Com a democracia, começou a haver uma deslocalização dos meios rurais para a cidade e as pessoas começaram a trabalhar no sector dos serviços e da indústria. Houve grandes fábricas, como a Renault e a Gartêxtil, ambas já desaparecidas. Actualmente, as principais empregadoras são a Delphi, a Gelgurte e a Coficab.
O turismo é também uma aposta da Guarda. Actualmente, o concelho tem vários hotéis que aproveitam a proximidade com a Serra da Estrela. A gastronomia do concelho é muito diversificada, com destaque para o Caldo de Grão, Bacalhau à Lagareiro, o Cabrito Assado e o Arroz Doce.
A boa situação geográfica do concelho e as boas acessibilidades fazem da guarda um excelente local para o armazenamento e transporte de mercadorias de Portugal para o resto da Europa (e vice-versa), nesse sentido entidades privadas em conjunto com a Câmara Municipal criaram a Plataforma Logística de Iniciativa Empresarial (PLIE) que é uma plataforma transfronteiriça que procura dinamizar a economia regional e a captação de fluxos e investimentos industriais.
Após o 25 de Abril, o executivo municipal foi sempre liderado pelo Partido Socialista. Eis os presidentes da câmara no período democrático:
Nota linguística: Alguns autores acham que o gentílico da Guarda não é guardenses, mas egitanienses. A palavra deriva de Egitânia, o nome latino de Idanha, e tem a ver com o facto de a diocese da Idanha (actualmente a pequena aldeia de Idanha-a-Velha, concelho de Idanha-a-Nova), ter sido transferido para a guarda. Apesar deste facto, os naturais da guarda gostam de ser chamados de guardenses, tendo o termo egitaniense vindo a perder adeptos ao longo do tempo.
O concelho da Guarda foi o berço de várias personalidades, entre as quais:
A guarda ao longo dos tempos foi acolhendo individualidades que pela sua relevância e ligação à Cidade perduram na alma Guardense.
Na guarda existem vários estabelecimentos de ensino, entre os quais:
Guardaguarda
Fonte: CIA Factbook, Wikipedia
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